mudança de endereço

January 4, 2009 - Leave a Response

i moved back to http://knivesoutt.blogspot.com

pensamento sobre segunda-feira;

August 25, 2008 - Leave a Response

segunda feira é um dia cheio de cigarros e problemas.

ridículo

August 24, 2008 - Leave a Response

ridículo não é falar de sexo com naturalidade em qualquer momento, é quem precisa de duas garrafas de uísque pra começar a falar de sexo. parece que o álcool funciona como um tipo de álibi ou alvará para que as pessoas possam falar besteira sem culpa. todo mundo faz, não fala porque? nós estamos no século XXI last i heard. vai censurar a puta que te pariu.

e VIVA A FALSIDADE, gente! (2)

REFLEXÕES À LUZ DA LUA;

August 16, 2008 - Leave a Response

Here we are, with our running and our confusion.* sempre, sempre assim. vivemos na correria e na confusão da vida moderna – termo do qual eu não sou fã – e procuramos repetir pra dentro o tempo todo que “está tudo bem. eu estou bem. a minha vida está ótima” na tentativa de nos convencermos, mesmo que isso às vezes se dê pelo cansaço. as pessoas são hilárias e deprimentes na sua intimidade quase kafkiana. chegamos a um ponto em que é melhor ser falso e hipócrita do que causar uma situação constrangedora, e me diz algo mais constrangedor do que fingir ser algo que você não é, só pra poder voltar pra casa e dizer ‘a noite foi ótima, super agradável’ – e o que mais me assusta são as (muitas) pessoas que conseguem dormir depois. me desculpem, mas eu não tenho estômago pra isso.

okay, okay, reconheço que talvez hoje eu esteja meio crica, mas acho que é o efeito Luís Fernando Veríssimo. Depois de devorar três livros de crônicas dele, escrever sobre pessoas sem pessimismo e criticismo, fica difícil.

tudo bem, ainda não perdi a esperança de encontrar por aqui alguma amizade com o mesmo calor e intensidade das que deixei por aí, por esse Brasil afora.

e viva a FALSIDADE gente!

* Anyone Can Play Guitar, Radiohead, 1993.

“NÃO QUERO LUXO NEM LIXO – MEU SONHO É SER IMORTAL”

September 1, 2007 - Leave a Response

“não quero luxo, nem lixo – quero saúde pra gozar no final” essa é a minha filosofia de vida atual, rita lee falou e eu assino embaixo. é, nesse momento ordinário da minha vida, aonde tudo é mudança, eu comecei a repensar minha vida e rever vários dos meus conceitos, o que inclui o conceito de felicidade – você sabe, aquela coisa que a gente vai modelando com o passar do tempo, conforme vai apanhando da vida – e pela primeira vez em 21 anos eu cheguei a conclusão que não se precisa de muito para ser feliz, você pode ser feliz em qualquer lugar do universo, desde que esteja bem consigo, e é exatamente isso que eu estou buscando a partir de agora. é claro que não se cresce sem sofrimento e eu sei que vou ter que sacrificar algumas coisas que me são tão importantes e prazerosas agora, mas é preciso, para que essas coisas não deteriorem com o tempo e a gente acabe vitimado pelas circunstâncias. só agora, depois das experiências que tive durante os últimos quatro anos, eu chego a conclusão que realmente pra eu ser feliz, dentro do meu próprio conceito de felicidade, eu não preciso de muito (luxo) e nem também de qualquer coisa (lixo).

e como nesse momento eu sei que não muito o que eu possa fazer por aqui, para mudar as coisas, eu vou me preservar fazendo esse joguinho chulo, fingindo que sou a carne seca e deixando que você se sinta por cima, mas isso não vai durar muito tempo, ah mas não vai mesmo.

O BRASIL É UMA PIADA SEM GRAÇA

August 29, 2007 - Leave a Response

o brasil é uma piada sem graça.

Agosto 29, 2007, 11:38 pm | Edite isso
Arquivado em: political

eu não sei você, mas eu tô cheio de me sentir um idiota que leva uma gozada na cara toda vez que se senta na frente da televisão pra assistir a um jornal. eu não aguento mais ouvir aquela imbecil da Cristiane Pelajo (jornal da globo) falando da “máfia do caralho à quatro” e da “operação mãe-joana” da nossa maravilhosa e eficaz polícia federal – o que me convence mais ainda da conclusão a que já cheguei ha algum tempo: as pessoas perderam mesmo a noção do rídiculo.é simplesmente insuportável ter de ouvir essa enxurrada de escutas telefônicas feitas pela polícia federal, de conversas entre políticos e outros homens de posse, ligados a esquemas de corrupção que são quase carinhosamente apelidados pela imprensa e pela própria polícia federal, com nomes como: “máfia das sanguessugas”, “máfia das caça-níqueis” e por aí vai, pra piorar, os nossos maravilhoso agentes federais em pleno uso de sua criatividade, elaboram nomes para suas megaoperações fictícias, que também já estão dando no saco da sociedade há um bom tempo: “operação furacão”, “operação xeque-mate” e “operação navalha” – operações essas, tão bem-sucedidas que não conseguem manter ninguém na cadeia por mais de dez dias.

eu só fico me perguntando – porque essas coisas realmente nos ridicularizam enquanto população e sociedade todos os dias – até quando a gente vai ficar levando na cara e engolindo essa imprensa baba-ovo e essa polícia que anda totalmente descompassada com a justiça e não conseguem prender ninguém que tenha cometido um crime mais grave do que roubar um litro de leite?

acho que ninguém mais quer ouvir falar em mensalão, mensalinho, operações-fiasco, máfia do salaminho, cpi do apagão aéreo entre outros – ninguém aguenta mais, a sociedade precisa de atitudes enérgicas por parte das autoridades e das respostas que cobramos há tempos, bem como as autoridades e os nossos representantes também precisam de atitudes enérgicas por parte da sociedade para que possam entender de uma vez por todas que ninguém mais aguenta ser feito de trouxa. mas é difícil pensar nisso sabendo que o brasileiro (e eu me incluo nessa) é um povo acomodado que só sabe reclamar ao invés de agir.

o brasil se tornou uma grande piada, daquelas batidas, repetitivas e totalmente sem graça.

deixo aqui os meus mais sinceros votos de vão tomar nos seus respectivos cus à todos os nossos representantes e a nossa linda imprensa.

REFLEXÕES SOBRE O OUTRO LADO

August 27, 2007 - One Response

é estranho pensar que a tão desejada inspiração para escrever só me venha em momentos de pura angústia ou raiva, que os meus pensamentos só fluem para as palavras assim, à meia-luz, de madrugada sob a luz do monitor e da ponta do cigarro. às vezes eu gostaria de conseguir escrever quando estou alegre, escrever palavras bonitas. mas o que é a beleza de fato? se para mim, em momentos como esses, as palavras mais pesarosas, as mais carregadas de toda mágoa que um ser humano é capaz de exprimir em forma de texto, me soam tão belas? agora entendo aquele cara que cantou um dia que “a beleza é mesmo tão fugaz“.

isso me leva a questionar, o que são as palavras afinal? às vezes não nos parecem suficientes para expressar tudo aquilo o que sentimos, e, às vezes dizem muito mais do que gostariamos e acabam por nos condenar. é justamente nessas horas que eu amaldiçoo mais do que tudo, as malditas palavras, e com elas a minha estúpida maneira impulsiva de ser.

mas o que me leva a escrever agora, além das palavras, é uma profunda angústia que me toma o corpo e a alma essa noite como em tantas outras, que já me fez estremecer e arrepiar todos os pêlos do meu corpo. por vezes – e nem sei mais quantas – me peguei aqui, à noite, nesse quarto escuro desejando nunca ter conhecido o outro lado, nunca ter saído do meu mundinho medíocre e ter experimentado o maldito american dream. talvez se eu tivesse continuado sendo aquela pessoinha pequena, imatura e medíocre eu fosse mais feliz. se eu pudesse ter escolhido ficar aqui, dando murro em ponta de faca e me matando pra ganhar salário mínimo sem nem imaginar o que é ganhar dólares/hora e ver que cada hora trabalhada compensava e muito, é, eu não seria mesmo uma pessoa melhor, nem mais madura, mas quem sabe uma pessoa mais feliz? dentro daquela noção microscópica de felicidade que eu construía dia após dia na minha cabeça.

ah, essa maldita sensação de depêndencia, gosto mais da depêndencia real, como a do cigarro por exemplo, do que da sensação de depêndencia que me causam certas coisas que eu vivi um dia – pode ser que daui uma hora, dois dias ou um mês eu descubra que estava errado – mas por enquanto a dependência real da nicotina é bem mais confortável, talvez porque essa eu posso saciar a qualquer momento com apenas R$3,10 ou c$0,25 (nos piores botecos do ramo).

às vezes eu queria poder simplesmente fugir da minha vida ou pelo menos ter uma chance pra fazer tudo de modo diferente (tá, e quem não queria?) quem sabe se eu tivesse sido criado com uma ideologia diferente sobre certas coisas, tivesse aprendido a ter relações sérias e relações casuais, às vezes eu acho que eu seria mais feliz. mas não adianta, eu sei que não tenho vocação pra cafajeste, no mínimo, tenho vocação pra otário, disso eu sei, mas não quero exercer isso.

e pra terminar, eu sempre agradeci a deus por, mesmo com o pavoroso histórico familiar que possuo, não ser dependente químico. mas nessas horas eu começo a pensar que seria até melhor se fosse assim, porque pelo que ao menos me parece, a depêndencia química tem tratamento, já a minha dependência emocional de coisas e pessoas, acho que estou condenado a morrer com ela.

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.